Eu não sou muito fã de xixi no banho, não... Ai, Dona Mata Atlântica, eu sei que gasta toda a água do planeta. E vaja, não é que eu não queria lhe ajudar, só tou dizendo que não sou mto fã de xixi no banho. Agora, essa propaganda é fantástica!!
O melhor é "gênios da ciência"!!! hahahaha Não, e o Frankenstein fazendo xixi pela orelha?? hahahahaha E o Saci e o Minotauro?? hahahhaha
Eu gosto tanto dessa propaganda que talvez, quem sabe, eu até comece a cogitar a idéia?
Em tempos de mudança, manter o coração quentinho é fundamental. Noutro post já falei sobre o medo da torta de blueberry (clique aqui pra ver), e é incrível como o sujeito pode se enrolar sempre com as mesmas questões... ai, ai...
e só porque sou uma blueberry girl, uma poesia linda, de um livro lindo eu ganhei esses dias.
Blueberry Girl (Neil Gaiman)
Ladies of light and ladies of darkness and ladies of never-you-mind this is a prayer for a blueberry girl first may you ladies be kind keep her from spindles and sleeps at sixteen let her stay waking and wise nightmares at three or bad husbands at thirty these will not trouble her eyes dull days at forty, false friends at fifteen let her have brave days and truth let her go places that we’ve never been trust and delight in her youth ladies of grace and ladies of favor and ladies of merciful night this is a prayer for a blueberry girl grant her your clearness of sight words can be worrisome people complex motives and manners unclear grant her the wisdom to choose her path right free from unkindness and fear let her tell stories and dance in the rain somersault, tumble and run her joys must be high as her sorrows are deep let her grow like a weed in the sun ladies of paradox ladies of measure ladies of shadows that fall this is a prayer for a blueberry girl words written clear on a wall help her to help herself help her to stand help her to lose and to find teach her were only as big as our dreams show her that fortune is blind truth is a thing she must find for herself precious and rare as a pearl give her all these and a little bit more gifts for a blueberry girl
Quando acordou e viu o dia lindo do lado de fora da janela e o bolo de chocolate em cima da mesa, não pode deixar de pensar que a vida é mesmo um clichê. Passou café, arrumou a mesa. Seu coração estava aquecido e o silêncio da casa já não lhe assutava. Ninguém sabia disso, só ela.
Her Morning Elegance (Oren Lavie)
Sun been down for days A pretty flower in a vase A slipper by the fireplace A cello lying in its case
Soon she's down the stairs Her morning elegance she wears The sound of water makes her dream Awoken by a cloud of steam She pours a daydream in a cup A spoon of sugar sweetens up
And she fights for her life as she puts on her coat And she fights for her life on the train She looks at the rain as it pours And she fights for her life as she goes in a store with a thought she has caught by a thread she pays for the bread and she goes… Nobody knows
Sun been down for days A winter melody she plays The thunder makes her contemplate She hears a noise behind the gate Perhaps a letter with a dove Perhaps a stranger she could love
p.s.: o Oren Lavie é um músico e escritor e diretor de teatro isralense que mora em Berlin (procura aí no google que eu não sei colocar link aqui). A letra eu peguei no Terra e o clipe tá lá no youtube. Oren tem sido minha trilha sonora essas últimas semanas.
Eu cultivo meus vícios (porque se uma pessoa não cultivar nem seus vícios, vai cultivar o que nessa vida, né mesmo?). Também cultivo alguns relacionamentos e uma plantinha com fator de cura IV, o que talvez explique porque ela não teve o mesmo fim que o manjericão e a pimenteira.
_ ana, eu tenho um vício _ que bom... é mto bom ter vícios! _ eu não tô gostando, porque é um vício chato _ o que é? é um vício caro? _ jogar paciência no computador _ eu tb tenho esse! _ eu me sinto uma idiota _ mas, olha, o chico buarque tb joga _ todo dia eu tenho que jogar _ jogar paciência faz parte do processo criativo, porque limpa a mente pras idéias poderem vir _ é verdade! _ eu me sinto mto respaldada depois que eu soube que o chico tb joga! _ isso me aliviou, confesso _ pois é... _ égua ana, tu não sabes como eu estou feliz em ter um vício em comum com o chico!!!
"O tempo de Chico Buarque é diferente, diz ele. O trabalho e a criação ocpuam sempre a sua cabeça. Quando caminha pela praia, quando vê um filme. Às vezes comete silêncios desconcertantes porque no meio de uma conversa se detém para pensar. Na hora de escrever, muitas vezes senta-se à frente do computador e fica horas jogando paciência. Até ter uma idéia. Então passa para o texto, escreve cinco minutos e volta para a paciência. Com o andar das coisas, isso vai mudando e ele fica menos tempo na paciência e mais no texto. (...)" (Chico Buarque do Brasil, ed. Garamond, p. 109)
Hoje começa o ano novo de verdade, embora tudo continue igual. Tudo pra pagar, tudo pra arrumar, tudo que a gente não fez ano passado (eu não fiz tanta coisa) tá lá esperando pra fazer em 2009. E como se não bastasse, haja votos de paz, amor, felicidade, saúde, dinheiro e que tudo se realize, porque esse ano tudo vai ser melhor! Hum-hum.
Mas esses dias, li um post no blog da cássia (www.olhoscaramelos.wordpress.com . Pois é, eu não sei fazer ficar a palavra azulzinha que a gente clica e já vai direto no link, acredita?) que era assim, ó:
[...] Tem aquele livro do Camus, A peste, que o personagem passa o livro todo escrevendo um grande livro que ele queria fazer. E ele fica o livro inteiro no mesmo parágrafo. Porque se você quiser ser perfeito, você vai ficar sempre no mesmo parágrafo.
Eduardo Coutinho, no DVD especial em comemoração aos 50 anos de lançamento do livro Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa. * Este é o meu desejo para 2009: sejamos imperfeitos. Porque sem aqueles que não temem a imperfeição, o mundo jamais teria saído do lugar.
E eu já quero é isso aí mesmo pra 2009! Brigada, querida!
"Dentro do carro, passei alguns minutos em silêncio tentando entender se minha vontade de convidar Martín para subir comigo no quarto do hotel era absurda, patética, inoportuna, apressada, equivocada, insana, ridícula, vulgar ou aviltante. Há tantos adjetivos no mundo que em certas ocasiões fica impossível escolher apenas um. Ou talvez essa abundância toda ainda seja insuficiente e certas ocasiões, sentimentos e coisas sigam sendo inadjetiváveis.” (Cordilheira, Daniel Galera)
Cheiro de livro novo. Capricho de fim de ano.
Porque de vez em quando somos tão severos com as pessoas, e elas nos amam tanto. Porque fim de ano é difícil, ainda mais com o trânsito parado por causa da árvore de natal gigante. Porque as pessoas sempre podem recusar um convite, mas quase sempre vale a pena correr o risco e convidar. Quase sempre. Por essas e outras, e por me faltarem os adjetivos e mesmo os substantivos e verbos, que faço minha segunda citação no mesmo post:
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando bárbaro o espetáculo, prefeririam (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação. (Carlos Drummond Andrade)
“Ter nascido me estragou a saúde” * “Quem não é um acaso na vida?” * “Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada” * “Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece.” * “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.” * “Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.” * “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.” * “Gosto do modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.” * “Gosto dos venenos os mais lentos! As bebidas as mais fortes! Dos cafes mais amargos! E os delirios mais loucos. Voce pode ate me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí eu adoro voar!!!” * “Perder-se também é caminho.” * “Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.”
P.S.: se alguém não entendeu, todas as frases são de Clarice Lispector.
Se ela fumasse, ia acender um cigarro e abrir uma cerveja. Como não fuma e não tem cerveja em casa, fez um chá. Chá não tem nada de baudelairiano!
Abriu a cortina. Noite longa e escura. Lembrou do poema do Robert Frost que leu esses dias...
The darkest evening of the year (…) The woods are lovely, dark and deep. But I have promises to keep, And miles to go before I sleep, And miles to go before I sleep.
“É preciso estar sempre embriagado. Isso é tudo: é a única questão. Para não sentir o horrível fardo do Tempo que lhe quebra os ombros e o curva para o chão, é preciso embriagar-se sem perdão. Mas de que? De vinho, de poesia ou de virtude, como quiser. Mas embriague-se. E se às vezes, nos degraus de um palácio, na grama verde de um fosso, na solidão triste do seu quarto, você acorda, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, pergunte ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme,a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunte que horas são e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio lhe responderão: 'É hora de embriagar-se! Para não ser o escravo mártir do Tempo, embriague-se; embriague-se sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude, como quiser'." (Baudelaire)
Outro dia, com umas amigas, brinquei de fazer listas. Adoro! Dessa vez, num acesso de adolescência, a lista era: meu homem ideal. No bar, num guardanapo de papel, elenquei as qualidades do meu homem:
“Eu choro, sabe? Eu choro porque a dor não me deixa respirar e mesmo assim eu respiro fundo e solto o ar em oito tempos, como nos exercícios da aula de canto, enquanto bato claras em neve e meço a quantidade de leite para o suflê, enquanto ralo o queijo ou penduro a roupa no varal, enquanto misturo as tintas, enquanto lavo os pincéis. Choro porque sou impotente, porque tudo posso. Eu choro quase sempre, quase o tempo todo, porque o humano que há em mim se atira do parapeito e não tem volta, mas eu volto todas as vezes, todos os dias”
Chegou hoje meu livro da Fal de Azevedo. Ainda não comecei apropriadamente, mas já estou quase na metade.
Hoje fiz bolinhos de bacalhau. Mais tarde eu ponho aqui a receita.
Porque hoje está frio e você está longe. Porque hoje está muito frio e eu tenho mto trabalho pela madrugada, fiz café. Que tomo lendo velhos e novos amigos...