_ Eu posso confiar em você?...
_ Em que você quer confiar em mim?...
_ Assim... se eu for cair você me segura?
_ Patinando?
_ Patinando, claro...
"É confusa a minha fórmula. Verifiquei que na minha arte poucas regras se cumprem. Desconfia de mim, não cozinhes as minhas poções se te assaltar a sombra de uma dúvida. Mas lê essa tentativa falaz de feitiçaria: o esconjuro, se servir, é apenas o seu som – o que cura é o ar que as palavras exalam.” (Héctor Faciolince)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
confiança
terça-feira, 7 de outubro de 2008
post no forno
“Eu choro, sabe? Eu choro porque a dor não me deixa respirar e mesmo assim eu respiro fundo e solto o ar em oito tempos, como nos exercícios da aula de canto, enquanto bato claras em neve e meço a quantidade de leite para o suflê, enquanto ralo o queijo ou penduro a roupa no varal, enquanto misturo as tintas, enquanto lavo os pincéis.
Choro porque sou impotente, porque tudo posso. Eu choro quase sempre, quase o tempo todo, porque o humano que há em mim se atira do parapeito e não tem volta, mas eu volto todas as vezes, todos os dias”
Chegou hoje meu livro da Fal de Azevedo. Ainda não comecei apropriadamente, mas já estou quase na metade.
Hoje fiz bolinhos de bacalhau. Mais tarde eu ponho aqui a receita.